Novo estudo revela que o reconhecimento de vínculo empregatício entre motoristas, entregadores e plataformas pode ter efeitos sobre os preços e a estrutura do setor.
Continue a leitura e descubra como isso poderá afetar o seu bolso e a dinâmica de prestação de serviços no país.
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Entenda o contexto do julgamento no STF sobre entregadores
O Supremo Tribunal Federal (STF) está prestes a julgar um tema com repercussão geral: a possibilidade de vínculo trabalhista entre motoristas, entregadores e aplicativos.
Assim, a decisão afetará diretamente milhões de brasileiros, tanto prestadores de serviço quanto usuários dessas plataformas.
As empresas envolvidas com entregadores
A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), representante da Uber, 99 e iFood, encomendou uma análise de impacto econômico à Ecoa, a fim de entender as consequências de uma eventual mudança no modelo de trabalho vigente.
Principais conclusões do estudo
Os dados revelam um possível aumento de 33,6% no valor das corridas e 26,1% nos serviços de entrega, caso reconheçam vínculo trabalhista.
Além disso, estima-se eliminação de até 1,27 milhão de postos de trabalho, afetando diretamente 897 mil motoristas e 373 mil entregadores.
De acordo com o levantamento, o novo enquadramento tributário das plataformas teria impacto direto nos custos, que seria repassado ao consumidor final.
Quais seriam os efeitos para os entregadores e motoristas?
Em princípio, a massa salarial dos motoristas pode cair 31%, enquanto a dos entregadores teria uma redução de 50%.
Por consequência, haveria menor flexibilidade e aumento de custos operacionais para as empresas.
Outra pesquisa divulgada pela Amobitec revela que o número de motoristas e entregadores ativos no Brasil saltou 31% entre 2022 e 2025.
Nesse sentido, totalizaram-se 2,2 milhões de prestadores de serviço, o que reforça o papel dos aplicativos na geração de renda no país.
Dessa forma, enquanto o julgamento no STF não acontece, o mercado, os prestadores de serviço e os usuários seguem com a sensação de insegurança e instabilidade.
Relembre o percurso do STF em relação à pejotização e questões de vínculo empregatício: